Produzir literatura marginal, criar uma obra poética que flerta com a tradição da crônica urbana, talvez estes dois modos artísticos dialoguem com a escrita do poeta pernambucano Miró. É este universo múltiplo que o CinePasárgada traz às telas na sessão desta quinta-feira (dia 28). Na ocasião serão exibidos três curtas-metragens que têm como ponto de partida o universo periférico de Miró.
Os curtas “Onde estará Norma?”, “Miró, preto, pobre, poeta e periférico” e “Breve ensaio sobre a bestialidade humana” foram escolhidos para serem exibidos. O primeiro foi dirigido pelas jornalistas Bárbara Cristina, Jacqueline Granja e Patrícia Gomes e é fruto do trabalho de conclusão de curso da Universidade Católica de Pernambuco. Os dois últimos foram dirigidos por Wilson Freire.
Após a exibição o público poderá conversar com Miró, que além de falar sobre os filmes, divulgando seu 9º livro “Quase Crônico”, a venda por R$ 10,00. O livro foi lançado em agosto de 2010. Conhecido por sua presença dramática em poemas ácidos sobre o Recife, a cidade que vai do caos a lama e ainda é capaz de produzir poesia em estado bruto.
Apresenta:
Sessão Miró
Programação:
Onde estará a Norma? (Bárbara Cristina, Jacqueline Granja e Patrícia Gomes, 2007, 23 min)
Miró, preto, pobre, poeta e periférico (Wilson Freire, 2008, 26 min)
Breve ensaio sobre a bestialidade humana (Wilson Freire, 2010, 17 min)
Serviço
CinePasárgada - Curtas Miró
Quinta-feira, dia 28, às 18h
Espaço Pasárgada – Rua da União, 265, Boa Vista
Evento aberto ao público
quarta-feira, 27 de abril de 2011
quarta-feira, 13 de abril de 2011
segunda-feira, 11 de abril de 2011
CINEPASÁRGADA TRAZ A LITERATURA NO CURTA-METRAGEM PARA AS SESSÕES DE ABRIL
Em abril, o CinePasárgada participa das comemorações em homenagem ao aniversário do escritor pernambucano Manuel Bandeira, nascido em 19 de abril de 1922, e exibe o curta- metragem O Poeta do Castelo (1959), de Joaquim Pedro de Andrade. No filme, versos de Manuel Bandeira, lidos pelo próprio poeta, acompanham e transfiguram os gestos banais da rotina em seu pequeno apartamento no centro do Rio de Janeiro. A modéstia de seu lar, a solidão, o encontro provocado por um telefonema, o passeio matinal pelas ruas do bairro.
E para expandir a leitura cinematógrafica, na seqüência ao filme O Poeta do Castelo, o público irá conferir mais três curtas premiados sobre escritores que tiveram no Recife morada e inspiração. São eles: Soneto do Desmantelo Blue (1992), de Cláudio Assis, em homenagem ao poeta Carlos Pena Filho; Clandestina Felicidade (1998), de Marcelo Gomes e Beto Normal, e O Triunfo (2007), de Georgia Alves, inspirados em contos de Clarice Lispector.
Além de possuírem a literatura brasileira como base de suas narrativas, os quatro filmes são trabalhos inaugurais dos respectivos diretores que apresentam linguagens poéticas singulares para tratar do universo imagético criado por cada escritor. Para o debate, as jornalistas e curadoras do cineclube Gabriela Saldanha e Raquel do Monte convidam o público para uma conversa sobre os aspectos literários e fílmicos presentes nos curtas. A sessão começa às 18h, quinta-feira, dia 14, com entrada gratuita. O CinePasárgada fica na rua da União, 263, Boa Vista.
Serviço:
Sessão “curta os escritores”:
O Poeta do Castelo (11min)
Soneto do Desmantelo Blue (9 min)
Clandestina Felicidade (15 min)
O Triunfo (10 min)
Quinta-feira, 14 de abril de 2011, às 18h.
Espaço Pasárgada, Rua da União, 263, Boa Vista.
Aberto ao público, gratuito.
cinepasargada.fundarpe@gmail.com
www.cinepasargada.blogspot.com
quarta-feira, 30 de março de 2011
CinePasárgada exibe “O Céu de Lisboa”, de Wim Wenders, nesta quinta

As relações entre cinema e poesia e a dimensão poética do uso do som são o ponto de partida da sessão do CinePasárgada que ocorrerá nesta quinta-feira, dia 31, a partir das 18h. Nesta edição do cineclube, o filme escolhido é O Céu de Lisboa do aclamado diretor Wim Wenders. Para debatedor junto com o público foi convidado o jornalista Filipe Barros.
O Céu de Lisboa (1994) é mais um filme do diretor alemão que presta uma dupla homenagem: à imagem cinematográfica e ao som no cinema. Além destes dois aspectos, a produção também traz temas ligados ao universo de Wenders: a presença do espaço, os processos de subjetivação e descoberta do protagonista e a reflexão acerca da dimensão identitária multicultural contemporânea. Ao deparar-se com a capital de Portugal, a película evoca dois ícones culturais da região: a música, através do grupo Madredeus, e a poesia de Fernando Pessoa.
Filipe Barros Beltrão será o responsável na sessão para refletir sobre a dimensão poética do som e as diversas camadas implicadas na narrativa de O Céu de Lisboa. Ele é coordenador do curso de Produção Fonográfica da AESO, jornalista e músico da Bande Dessiné.
O CinePasárgada é um cineclube que ocorre semanalmente no Espaço Pasárgada. As sessões são abertas ao público e o eixo central dos encontros é a possibilidade de refletir sobre as inúmeras relações entre cinema e literatura.
SERVIÇO
Exibição do filme O Céu de Lisboa. Convidado Filipe Barros
Quando: Quinta-feira, dia 31 de março, às 18h.
Entrada livre
domingo, 27 de março de 2011
quarta-feira, 23 de março de 2011
CINEPASÁRGADA EXIBE O SURREALISMO DE JEAN COCTEAU EM O SANGUE DE UM POETA
O espectador do CinePasárgada desta quinta-feira será desafiado com o universo onírico do cineasta, poeta e pintor francês Jean Cocteau, no filme O Sangue de Um Poeta (1930). Nesta obra, Cocteau reflete sobre o mundo interior de um poeta, seus medos, obsessões e sua preocupação com a morte, compostas em quatro seqüências atemporais e ilógicas.
Em O Sangue de Um Poeta, muito mais do que o processo de criação de um poeta, Cocteau traz para as telas as inquietações de um artista, enquanto artesão das variadas formas de linguagem artística. Para isso, explora na montagem do filme as colagens, na tentativa de criar imagens fantásticas, surreais.
Em depoimento presente no documentário Jean Cocteau – Autobiografia de um artista desconhecido (1985), o próprio cineasta justifica tal modo de criação creditando ao pintor surrealista Salvador Dalí uma teoria peculiar chamada Fenixologia, onde diz que tudo e todos precisam morrer e renascer para existir. Baseado em tal determinação realizou suas obras.
O cinema foi o campo que mais trouxe projeção a Cocteau, além de O Sangue de um Poeta, obra inaugural da sua filmografia, realizou produções de sucesso como A Bela e a Fera (1946) e Orfeu (1950). Porém, Cocteau nunca se intitulou como tal, se auto-referia sempre como poeta. Sendo assim, escreveu mais de vinte livros de poesia, além de romances e textos para teatro. E pegando carona na viagem simbólica de Cocteau, o CinePasárgada dará continuidade ao ciclo temático de março, onde o cinema e a poesia são o foco do debate. A sessão começa às 18h, em seguida, debate com as curadoras Gabriela Saldanha e Raquel do Monte.
Em O Sangue de Um Poeta, muito mais do que o processo de criação de um poeta, Cocteau traz para as telas as inquietações de um artista, enquanto artesão das variadas formas de linguagem artística. Para isso, explora na montagem do filme as colagens, na tentativa de criar imagens fantásticas, surreais.
Em depoimento presente no documentário Jean Cocteau – Autobiografia de um artista desconhecido (1985), o próprio cineasta justifica tal modo de criação creditando ao pintor surrealista Salvador Dalí uma teoria peculiar chamada Fenixologia, onde diz que tudo e todos precisam morrer e renascer para existir. Baseado em tal determinação realizou suas obras.
O cinema foi o campo que mais trouxe projeção a Cocteau, além de O Sangue de um Poeta, obra inaugural da sua filmografia, realizou produções de sucesso como A Bela e a Fera (1946) e Orfeu (1950). Porém, Cocteau nunca se intitulou como tal, se auto-referia sempre como poeta. Sendo assim, escreveu mais de vinte livros de poesia, além de romances e textos para teatro. E pegando carona na viagem simbólica de Cocteau, o CinePasárgada dará continuidade ao ciclo temático de março, onde o cinema e a poesia são o foco do debate. A sessão começa às 18h, em seguida, debate com as curadoras Gabriela Saldanha e Raquel do Monte.
Assinar:
Postagens (Atom)

